
Ofereço essas reflexões exasperadas ao meu grande e eterno amor: Bê..
Porque ele sabe viver.
Parabéns meu anjo. Um chêro de grande amor e saudade.
...Para quem vê os detalhes com sutis lentes de aumento

Ofereço essas reflexões exasperadas ao meu grande e eterno amor: Bê..
Porque ele sabe viver.
Parabéns meu anjo. Um chêro de grande amor e saudade.

O segredo do sucesso é o mais procurado de todos os segredos. Ser um vencedor é o que todo mundo deseja. Os valores cultivados por uma sociedade abobalhada pelo prazer de ter, diz exatamente o que o ser humano é. E sim, precisamos entrar na Kombi amarela. Quem já assistiu a comédia-drama “Little miss sunshine” sabe do que eu estou falando. Ah! E outra coisa também que deveriam saber é o que eu sinto cada vez que olho a vida “passando”... eu vejo os vitrais das janelas deformando as pessoas; vejo-as pensando uma coisa e fazendo outra, vejo que muitos valores se perderam e cederam, portanto, seu espaço para os mal falados preconceitos. Assisto os acontecimentos como quem vê um quadro de Salvador Dali e seus super olhos surreais...já que a racionalidade deveria ter levado o homem a seguir outros passos. Suponhamos que, como no filme, estaríamos em busca da vitória num concurso de beleza; todos queremos ser “miss sunshine”, todos desejamos coisas que “na real” são menores que nós...são meras e vãs futilidades sobressaltadas por psicologismos de auto-ajuda, mas mesmo assim, ansiamos demasiadamente por elas. É claro! Se é isso que nos é ensinado a vida inteira... buscar “alamode” (o que está em alta, ou na moda) torna-se muito difícil mudar... até porque mudar Dói..(parodiando Nietszche). É então que, em busca de sonhos inocentes, nos aventuramos a aprender com nossos próprios erros e pagar o preço que for pra ver a estrada da vida diante de nossos olhos pueris. Pegamos tudo que temos e quem amamos e/ou achamos importante (já que não podemos viver só) e jogamos dentro de uma Kombi amarela; ela é nossa única ponta de esperança, nossas pernas pra chegar lá, nosso instrumento...nossa possibilidade de visão. O engraçado é que cada vez que tentamos realizar sonhos incitados pelo inteligentíssimo sistema que nos rege, passamos por transformações profundas durante o processo de conquista... no caminho; a grande luz-oráculo “Kombi amarela” mostra através de suas janelinhas que a estrada é longa, difícil e cheia de renúncias. O legal é que, ao viajar na Kombi amarela enxergamos o que somos e que devemos fazer...: primeiro; somos humanos e segundo... necessitamos voltar à ingenuidade.. precisamos entender que, por mais que as perdas se acumulem, somos vencedores por tentar e, sobretudo, por não anular nossa personalidade. Entrar na kombi amarela mesmo sabendo que ela é velha, “brega” e que precisa ser empurrada pra sair do lugar é entrar na vida consciente dos obstáculos, dos valores e desiludido das futilidades, do que não importa...do que faz o ter sobrepor-se ao ser. A viagem pelo excêntrico veículo de cor amarela nos faz sair de um ponto inconformado da nossa existência, chegar à plena conclusão de orgulho do que somos (sem camuflagens) e voltar ao ponto de onde saímos, como pessoas melhores que outrora éramos. Olive é a grande protagonista do longa, uma garotinha que desejava ser miss sunshine... entrou com toda a sua família ironicamente “anormal” numa velha Kombi amarela em busca de um sonho (ganhar o concurso de miss mirim)...e seus familiares, em busca de auto-afirmação. Ela voltou como a “perdedora” mais vencedora de todas... descobriu quem realmente era... e não quem idealizava ser.
Se cada ser-humano fosse sinceramente ridículo... seria de grande dignidade dizer que vive em vez de dizer que atua na vida.
Nesse exato momento ouço musicas...
Melodias, notas, vozes e letras que falam de amor...
Chuvas de poesia...
Bem-me-queres da harmonia
De um azul colossal mostrando afeto em mil e um dizeres.
Lembrei-me pois que “o amor é fogo que arde sem se ver...
É ferida que dói e não se sente”.
Senti-me, portanto, incapaz de falar sobre o amor.
Vi livros e livros bem comportados nas prateleiras das livrarias...
E saltei-me o olhar para as poesias;
As métricas, as rimas...a sintonia que faz dos parágrafos curtos...
Fantasia.
Eu e você...
Letra e melodia
Métrica e rima
Dança e compass
“Meio por acaso”!
Sim, o mesmo “acaso” que brincou..
Ironizou e juntou os destinos perdidos.
E quão perdido se achava meu coração
Até você encontra-lo!
Que seja! “que seja infinito enquanto dure”!
E do infinito lê-se eternidade...
Que em meio à saudade... torna-se por demais miúda a tristeza.
Então tocou: “e eu que era triste...descrente desse mundo..
Ao encontrar você eu conheci...
o que é felicidade meu amor..”
Abri as portas da vida...
Debrucei-me em doce aconchego
Da felicidade que você me traz.
E é por isso que “eu sei que vou te amar...
Por toda a minha vida.”

Futuro vem me dizendo pra esperar; me manda cartas, emails, mensagens eletrônicas...
Futuro nem precisa de beneplácito e nem sequer de presciência...
Futuro é forte e sabe o que quer.
E eu que estava andando combalida pelas ruas dessa vida..
Não tinha esperança, visão ou garantia
Até que Futuro me encontrou e vai me ver todos os dias...
Junto ao sol de cada manhã.
E ainda, como de praxe, ora me surpreende, ora deseja me ver chorando
Pelos cantos
Pelas ruas de meu coração.
Futuro também me conta historinhas
Pra que eu desista dos tantos contos de fada de minha fase pueril...
Quão pífio é Futuro!
Entretanto, sua sinceridade me constrange
E me ensina a viver.
Um dia eu quis ser o que sou
Hoje quero ser mais..
E Futuro, aaaah Futuro só ri;
Só olha auspiciosamente pra mim como quem acredita
Nos meus anseios infinitivos de ser e ter
Futuro tem sempre manias de querer mudar a gente
Levar pra longe, trazer pra perto, brincar de desastre,
Fazer surpresa, esconder as pistas, jogar limpo..
Enfim, ele acredita que eu sou mais do penso ser.
Futuro tem o dom, a especialidade de me preocupar...
Acintoso como ninguém
Ele explica como chegarei ao fim da vida seguindo o destino por vários caminhos.
Futuro odeia quando eu me deixo levar pelas circunstâncias..
Ele gosta de ser convidado ao planejamento.
Por mera inobservância, eu não veria Futuro em todas as manhãs,
Pendurado na minha janela...
Mas o horizonte sempre o traz para a mais real de minhas materialidades,
Para me testar e dizer que só o medo afasta o bom e velho Futuro.
Pense nisso: era uma vez uma menina. Uma menina que nasceu na favela dos capitães numa metrópole qualquer. O pai queria um “macho” e, com raiva do destino, mandou a mulher lavar a criança enquanto ia depressa ao boteco da esquina. Nunca mais voltou. A menina cresceu conhecendo a pobreza e desconhecendo a educação; cresceu, vendo a fumaça do revolver na linha do horizonte... a mercê das satisfações dos homens que conheceu e ainda, conheceu a ausência de um pai, que ironicamente, nunca esteve presente. Numa manha de domingo, a garota com 15 anos vê sua mãe sendo atingida por uma bala a caminho da Rua dos Alborocas e, em prantos, correu dali. Correu o mais rápido que pôde até se lembrar que seu único lugar era sua “casa” em barro e tristes sonhos. E foram desses tristes sonhos que surgiram as oportunidades definhantes de sua vida; a menina que ainda possuía anseios de menina, tornou-se uma mulher por força do acaso. Vendia seu corpo para comer, para sobreviver num mundo hostil e que não dá oportunidade a quem perece à margem do caos. Foi seqüestrada para fazer “serviços” aos traficantes, foi morta e, enfim, jogada no fundo de um rio. Nasceu sem vida e morreu sem conhecê-la. Nos noticiários, no mesmo dia, passava o drama do deputado que estava sendo cassado; o banco que foi roubado; o tsunâmi que se formava no pacífico asiático; o garoto de classe média alta que matou seus pais; os conflitos étnico-religiosos na Europa; o novo líder do BBB... mas da menina, ninguém nunca vai saber.
Qualquer semelhança não é mera coincidência
Qualquer esperança depende de várias boas vontades
É fácil ver cooperativismo disfarçado de demagogia...
Enquanto burocratizam os meios de ação.
Enchem de falácias a barriga do pobre, enquanto ele precisa de respeito...
Acima de qualquer dinheiro, acima de qualquer comida.
Borbulham as mentes que clamam por justiça
E acima da justiça, o amor.
Quem dera afundassem os navios de puro lodaçal medíocre
Dos navegantes desse mundo.
Quem dera essa tal globalização trouxesse esperança à essa razão
Tecida em retumbantes anseios do acaso.
O que fazer se até na união de corpos sucinta o interesse?
O que fazer se ócio de fazer negócio fixou-se em grandes corações?
O que fazer num mundo em que a natureza tornou-se hostil em resposta à hostilidade humana?
O que pensar da Moral, enquanto ela transfere-se ao significado lógico de fazer guerra preventiva?
O que pensar de uma biotecnologia que desvirtua seus interesses fundamentais para brincar?
O que você e um terço da humanidade podem entender sobre softwares, enquanto milhares não entendem sequer de arroz com feijão?
O que imaginar de um planeta que, numa manhã muito quente, vai parar de pensar em petróleo e acordar sem saber o que vai beber?
O que projetar? O que deixar para as futuras gerações?
O que dizer sobre ética enquanto utopia no presente século empedernido?
O que dizer afinal???
Houve um homem na história da humanidade que ensinou a toda uma geração que as leis eram menos importante que o amor; que o respeito era maior que qualquer imposição de instituição; que o mundo pertencia também aos fracos, aos oprimidos, aos doentes e aos excluídos; que causou a inquietação da ordem vigente em nome de um caráter intangível; que falava a verdade sem ser hostil; que olhava as pessoas enxergando o que elas eram e não o que elas podiam oferecer; que valorava o ser, e não o ter; que perdoava sem distinções de indivíduo ou ato praticado; que deixava boquiabertos todos aos quais conhecia; que possuía a sensibilidade de ver a primavera, em pleno vigor do inverno; que quebrava preconceitos enrijecidos nos corações de quem o acompanhava; que foi justo em todos os seus passos; que pedia aos homens, sinceridade pueril....e que morreu a fim de perpetuar esses valores na mente humana e conquistar os corações daqueles que acreditam e querem viver na Graça.
Ser igual ao grande professor Jesus Cristo é uma tentativa de sucesso para mudar o mundo. Pense Nisso.

Dia Internacional da Mulher... a todas elas e aos homens que as amam..
Contentamento pensar
Frases de admiradores do ser feminino:
"O maior e melhor item em meio a toda criação divina." (Rafael Bernardo)...sim, ele me ama mesmo! rss
"Mulher é a mais pura prova do amor de Deus para com o homem" (Roberto Nunes)
A gente sempre passa por momentos de reflexão acerca da vida...das escolhas, do futuro e dos caminhos a serem tomados...é intrinseco ao ser humano a constante busca pela felicidade...e são sobre essa indagações que eu escrevo em poucas palavras e lembranças de filmes que me marcaram de alguma maneira...Dedico o texto aos amigos, aos colegas viciados em cinema (Milly, Primow ..rsss), e o Sir Bernardo, alguém que me faz esperar muito do porvir!
A verdade é que o futuro não pode ser previsto. É tão obvio, mas ao mesmo tempo tão obscuro crer que nossas escolhas vão construir um porvir friamente desconhecido. O legal foi que aprendi isso na hora certa... porque, geralmente, só pesamos nossas escolhas quando elas são cruciais e urgentes pra que a gente chegue em algum lugar. E falando em tempo, escolhas e futuro, assisti um filme com ótimas companhias e excelentes lembranças... e ele me mostrou que as vezes é melhor “jogar no lixo” algumas coisas da vida, outras, aproveitar, lembrando sempre que é impossível prever o que virá como se prevê o tempo, é lutar contra o vento imaginar que tudo sairá da maneira como planejamos. Afinal de contas, as surpresas do destino não seriam mais surpresas se tivéssemos o mundo nas mãos. Esse filme, “O sol de cada manhã”, conta a história do personagem feito por Nicolas Cage, o simples Homem do tempo vivendo suas frustrações oriundas de escolhas banais...mas escolhas. Os filmes vivem falando disso; da vida... e a vida é um filme sem roteiro, uma ida sem volta, um tempo imprevisto. O mesmo ator teve uma oportunidade no filme “Um homem de família” de acordar e se ver casado com sua namorada de colégio e pai de duas crianças... ao invés de ir para o seu luxuoso escritório contemplar sua vida bem sucedida, entretanto, solitária. Ele pôde ver os dois lados da moeda... ir ou não para a Europa decidiria seus passos no futuro. E foi imaginando os filmes que eu andei de volta pra casa, num fim de tarde regado a baixa temperatura, me vi enquadrada em câmeras numa cena peculiar...: passos lentos, cabeça baixa, mãos no bolso, arvores pelas calçadas, ruas vazias e pensamentos sobre o temido e almejado futuro. E num ato de extrema espontaneidade eu abri os braços, fechei meus olhos, respirei fundo e deixei o vento passar por todo o meu corpo... não tive receio ou vergonha quando um carro passou à minha direita...que pensassem qualquer coisa! O importante foi o que eu pensei, foi o que eu senti. E senti que era livre para fazer escolhas... certas, erradas, precisas ou duvidosas; eu nunca vou saber acerca de um futuro que jamais correspondeu às essas escolhas...isso é inviável no filme da realidade. E como em todo bom filme, a vida tem emoções que sobrepõem toda racionalidade trazendo desafios, insegurança, saudade, tristeza, alegria, algumas conquistas e uma estrada cujo fim esperado é a felicidade. Bingo! A felicidade está justamente em ter uma vida significativa no verdadeiro mundo do fast-food... está em encontrar valores nas idas e vindas das coisas simples, nas pessoas amadas e até no sorriso alheio. Ouvi em “O sol de cada manhã” que a palavra “fácil” não existe no vocabulário de um adulto...entretanto as conquistas se tornam maiores quando fazemos o máximo de esforço para garanti-las. Ouvi quando criança que o gênio da lâmpada não existia, mas hoje, quando abri os braços pra vida, desejei mais de três coisas...desejei submeter minhas escolhas ao meu coração...ele sim, não prevê o futuro , mas o faz inesgotavelmente melhor por estar ligado à aquele que me criou.

O silêncio tomaria o mundo com as mãos se não fosse o amor. O amor não seria amor se não fosse simplesmente BESTA. Os amantes não teriam aquele cheiro de carinho, aquele gosto de sorvete em dia de sol e muito menos sentiriam aquela saudade avassaladora se não fossem bestas. O amor é bestificado pelos eternos amantes bestas...estes que adoram ver poesia em tudo, aroma fugidio em despedidas, risos descontrolados, olhar profundo, beijo dulcificado, longos abraços e palavras cintilantes. A verdade é que a vida sem amor é a vida sem besteira...os dias frios sem amantes são dias frios profundamente gelados e inertes...e o pôr do sol sem a besteira da emoção é um quadro pálido na parede branca. Ver uma coisa besta é ver um casal sentado em qualquer lugar...o mundo se transforma e os pensamentos tomam dimensão intergaláctica; eles somente se olham e pensam:“ Que homem!” ou “ Que mulher!...como se aquele fosse o momento de um ultimo suspiro, em que a mágica lhes trouxe a criatura mais inteira de suas amantes e bestas.
Mas esse bestificar é essencial à vida de todo e qualquer ser vivente. Tenho certeza quase que absoluta que quase todos vocês, leitores desse projeto de escritores em dupla, têm um apelidinho daqueles ridículos que usa um diminutivo neologístico pedaço nome de animal (ou fruta), pedaço nome de país, pedaço um dos 500 sobrenomes do D.Pedro II e que, no fim, se resume num INHO, ou INHA, que soa como a Nona Sinfonia do Ludwig Van nos ouvidos dos pobres e bestas apaixonados. Certo estou também de que todos vocês ficam imaginando zilhões de coisas quando ligam no celular do indivíduo, ou individua (e isso lá existe???) e esse não atende (“deve ta com fulaninha, aquela sirigaita”, ou “vê que sou eu e não atende... vai se ver comigo...” ), mas abre aquele sorriso de gente besta quando o tal do individuo para a bicicleta vermelha na porta com uma flor roubada no canteiro do vizinho dizendo que o carro quebrou, o celular caiu na bacia de água de Sansão, mas mesmo assim ele não poderia deixar de ir lá. Que coisa besta. E linda. O mundo talvez fosse cinza se não fossem coisas besta e coloridas como essa...
E nos entremeios dessas idas e vindas da bicicleta vermelha do Davi e dos amantes iguais a ele ficam as besteiras que são pensadas e faladas diariamente, ao mesmo tempo, nas mais de 6 milhões de cabeças dominadas pelo besta e incrível amor. A condução de duas rodas percorre todo o seu caminho rumo àqueles olhos, sorrisos e coração saindo pela boca... e quando esses caracteres estão distantes, a saudade de gente besta parece câncer... consome..é sempre um exagero! Nada disso seria tão intenso se não fosse besta... aqueles cabelos ao vento não seriam tão perfeitos, ou aquele perfume que entontece não faria ninguém sair de casa na chuva pra pegar aquele ônibus das seis da tarde; talvez aquelas mãos no seu rosto não fossem tão macias, ou então aquele abraço surpresa e o beijo roubado não seriam tão frenéticos; e também ninguém lhe diria “eu te amo” quando você acabasse de acordar... tudo seria um nada se não fosse intensamente besta. Afinal de contas, o ser humano gosta de sentir-se parte de um outro alguém, eles juntam seus segredos, suas manias, seus problemas, seus beijos, suas juras, suas manifestações irracionais, suas loucuras... pra fazer delas uma proposta de vida cheia de cores, luas e puras besteiras.
E é assim que bestas estamos e bestas continuaremos a ser. Com passeios de mãos dadas domingo à tarde pelo parque. Sentados na grama tomando sorvete e melecando o nariz do outro com chantilly. Na porta da escola de havaianas no pé, com o cachorro na coleira esperando o sinal tocar e no fone uma daquelas baladas de amor. Dando toques no celular só pra “dizer” que se lembrou. Dormindo com a foto ao lado da cama, só pra dizer que não se esqueceu. E sempre, na face, aquela expressão de gente besta que aqui no fimzinho do texto pode ficar traduzido para aqueles que ainda não entenderam com cara de gente completa, amada, realizada. Besta. Feliz! =)

Ano novo, vida nova... fogos novos, esses agora de virada ( nada incomum). Dessa vez, fiquei indecisa se olhava pro céu ou para o lado... no alto lembrava-me das “pessoas fogos de artifício” que imaginei...e logo à minha esquerda, o maior exemplo dessas tais pessoas; o homem a quem amo. Respirei fundo e conclui exatamente como imaginava em Copacabana. [ para compreender essas palavras, favor ler os textos Fogos de Artifício e Desejo]. Enfim, entendi porque os dias cinza tomam cor quando a gente explode no ar, quando a gente descobre que o tempo passa, mas deixa experiências eternas em nossa mentes pensantes e corpos mortais. Essa teoria dos dias cinza nasceu numa das conversas hiper-produtivas com o grande Davizim via msn... segundo ele, esses dias melancólicos nos faz questionar o porquê de todas as coisas, nos coloca no “umbigo das angustias” do mundo. E toda essa sensação...que tanto eu como o Davi sabemos bem... como bons melancólicos, espirituosos e sartrianos..rs é solapada através do amor. Não existe maneira mais eficaz de viver os dias com intensidade, de ver esculturas na nuvens, de andar de mãos dadas com o vento, de sorrir, de chorar, de ser amigo e de construir céus para brilhar neles a cada pôr do sol. Muitas vezes ficamos indecisos entre os nossos maiores anseios e nossos maiores sentimentos... descobri que é mais que possível decolar com o amor...é necessário. Se não formos amantes, não conseguiremos fazer dos dias, canções... e das canções, constelações... e essas servirão pra gente sentar nas estrelas de vez em quando, nas horas vagas e nas horas mais impróprias para ver de lá como são sempre lindas as pessoas que amamos. Servirão pra fazer dos dias e das noites, mais idiotas; das cartas... à maneira de Pessoa, simplesmente mais ridículas... e do nosso sorriso, o mais bobo possível. Mas exatamente onde eu quero chegar? Quero chegar à essência do que é ser fogo de artifício...fênix, avião de aquarela, balão mágico... quero que o mundo inteiro sinta o que eu senti quando o relógio bateu meia noite na incrível porta do meu coração. Ele ordenou à minha razão que eu só me lançasse às alturas, impulsionada pelo amor.
Dedico esse texto a todos que anseiam colorir seus dias cinza... Respirem bem fundo e lancem-se ao céu como fogos de artifício “fora de época”... mas não se esqueçam do amor que carregam dentro de si, não se esqueçam de acorrentar a alma com os mínimos detalhes da vida... não se esqueçam de voar.

Incomum é contemplar fogos de artifício no céu do natal. Mais incomum é ter vontade de chorar com todos eles no ar...vê-los foi como realizar um sonho...ouvi-los foi como descansar ao som de contos machadianos. Imaginei a vida como se passasse por uma paralaxe de galáxias, uma locadora de filmes...uma biblioteca central ou uma padaria atrás da minha casa. As cenas se misturavam, tive múltiplos déjà vu’s e inteiros pensamentos que custavam a voltar para o planeta Terra. Percebi diversas manias dos seres humanos... manias daquelas que incitam as mães com seus inconfundíveis “ que coisa feia !”...manias de se acharem imortais, controlados e impassíveis diante do amor; insensíveis aos sorrisos dos olhares alheios e mesquinhos por acharem que suas vontades são superiores às suas renuncias diárias em favor de alguém. Os homens, definitivamente, deveriam ser como fogos de artifício... lançar-se-iam ao céu num impulso extraordinário, e num despossuir de estrelismo, continuariam eternos, mesmo que todo brilho se tornasse invisível. Lá no alto, o barulho anunciaria o esplendor das emoções e em seguida, o silêncio trazendo consigo os questionamentos da razão. Excêntrico pensar em fogos de artifício no natal como a vida dos seres humanos no planeta Terra... primeiro porque os fogos só aparecem na virada do ano e segundo que não é todo dia que se vê um espetáculo da varanda do prédio. Era esse espetáculo que eu gostaria de assistir todos os dias da minha janela; os humanos saindo de suas mediocridades, quebrando os vitrais do medo, fazendo novos e esperançosos sonhos, amando intensamente até que chegassem ao mais intenso prazer de olhar a vida do alto, pra que depois, toda sabedoria adquirida os permitissem se despir do brilho para alcançar lugares desconhecidos. Os fogos que vi iam às alturas para se eternizarem em minha memória... as pessoas que desejo ver são capazes de muito mais.

Quero sumir
Sumir no mapa pra não alcançar com a mão aberta
Sumir pra Copacabana,
Olhar os fogos e confundi-los com estrelas...
Olhar aqueles olhos e esquecer de tudo
Respirar,
Fazer da respiração, uma eternidade;
Sonhar inebriada à meia noite...
Fingir que o tempo parou
Desistir de pensar em meios ou inteiros problemas...
Pensar no amor.
Pensar nos amigos.
Sentir o vento no cabelo, na saia, no pulsar do peito...
Sentir aquele cheiro de praia incitando-me a sentir outros cheiros...
Concluir.
Concluir com meus lábios naqueles;
Concluir o ano como num sonho,
Um simples e inebriante sonho.


Ainda me lembro quando me queixava da falta de amigos. Tempos em que eu idealizava uma amizade perfeita, sem críticas ou restrições. Entretanto, entendi o que a vida custava a me mostrar... vi as sutis diferenças entre meu mundo e o mundo “real”, entre as pessoas verdadeiras e as pessoas falsas... e como sempre, ri de mim mesma. Ri porque meus amigos estavam bem debaixo do meu nariz... descobri esses seres tão especiais capazes de ler meus pensamentos, mergulhar em meus olhos e saber o que eles demonstram sentir. Concluí que amigo é amigo e não importa o que aconteça, eles sempre estarão por perto... entendi porque eles sempre perguntam..”como você está?” esperando a resposta sincera que eu custo a dizer; vi que apenas eles compreendem meus gestos, minhas expressões, meus olhares sem precisar de meias palavras...e então notei que são poucas pessoas que conseguem me tirar risadas, risadas da alma, daquelas que transformam o dia. Difícil acreditar que a vida foi tão massa me surpreendendo com pessoas de brilho nos olhos e corações enormes; difícil acreditar que existem pessoas tão apaixonantes que me ensinam todos os dias o valor que existe nos detalhes, nas palavras, nos olhares, nos jogos, nos desabafos, nos sorrisos, nas lágrimas, no rosto corado, no céu, na terra e no mar... fácil falar que sou um gigante porque tenho gigantes ao meu lado...
Aos seres mais lindos de todos os seres....meus amigos.

Eis a história detalhada, poetizada e nomes fictícios:
Eram seis horas da manhã quando Clarice levantou da cama e pôs os pés sobre o tapete do quarto; notara o quarto vazio pela primeira vez em sete anos. Dirigiu-se ao quarto de seu filho, que já havia tomado o transporte para o colégio e preocupou-se com a ausência de seu marido. Percorreu o pequeno corredor que não parecia ter fim, e com inobservância trocou os pés, caiu perto da mesa do telefone e pôs-se a chorar. Chorava sem um motivo muito aparente, chorava acintosamente e com aquela dorzinha no peito que não sentia desde que perdeu um filho de seis meses na barriga. Foi até a cozinha e recordou os momentos mais sublimes em sua mente, ela e Rodrigo, fazendo as panquecas que ele tanto apreciava, quando trocavam beijos apaixonados pela casa e ficavam sempre à procura do olhar um do outro, para dizer que a vida era como um final de filme feliz. Foi então que Clarice chegou à geladeira e viu um bilhete pendurado num imã...alegrou-se por um instante, mas perdeu a fala numa breve brisa que passara na hora da desilusão. Ele a deixara, sozinha e com carta nas mãos. Rodrigo conseguiu empedernir o amor no seio de Clarice como uma facada na veia principal... ela não chorou, só soltou um suspiro de dor quando soube em linhas e letras inclinadas que ele a deixara por um outro amor. O final do filme parecia sombrio, sem cor, sem lágrimas, sem palavras e sem sentido... ela pegou o primeiro ônibus com direção a qualquer lugar, e sentada, folheou o álbum de fotografias. Cada imagem era uma lembrança, agora marcada pelo desespero e decepção; cada pontada no peito era sua mente avisando que sua felicidade terminara ali. Foi então que a jovem mulher, de olhos fechados, respirou bem fundo e lembrou-se da ultima frase da carta: “ Não chore, apenas me odeie por não ter a coragem de amá-la como você foi capaz de me amar...” . Enfim, uniu forças, desceu do ônibus e voltou andando para casa, contando cada passo como uma aposta de que a vida continuaria, e a esperança no amor, seria sempre bem vinda.

Eu costumo ficar pensando nas coisas...qualquer coisa, desde que eu pense.
E é exatamente esse o problema do homem de hoje: nunca tem tempo pra nada, nem para pensar.
Para o homem moderno, relaxar é viajar, deitar na areia da praia, respirar bem fundo e olhar para o céu.
Não se sabe mais o valor da vida... não se sabe mais namorar, casar...hoje tudo está globalizado, até o beijo, até o amor...
Hoje só se ri do que é realmente muito engraçado e com conotação sexual, hoje todo mundo que ri, sem muito motivo, é um verdadeiro mala.
A depressão deixou de ser uma doença, para ser um estado de espírito. A solidariedade virou ato de doação. Ter é mais vantajoso que ser.
O preço de uma escolha se resumiu em ir ao shopping e ficar indeciso com as compras.
O medo agora se associa ao poder aquisitivo: tem mais segurança quem tem mais dinheiro.
Malícia virou qualidade, carinho agora é dar presentes, ingenuidade virou alienação.
Faculdade é um caminho para o sucesso, e o sucesso agora é para quem tem capital.
A beleza física é essencial, a essência é banal. O cartão de visita é a aparência, que fique de fora a educação.
Hoje, excluir os outros é uma questão de personalidade. Desrespeito é uma auto afirmação. Ganhar é o mais importante. E viver, é gastar o que se ganha.
Vai entender o mundo de hoje! E ainda dizem que o homem evoluiu. Tenho medo de que ele prossiga com toda essa evolução.
Penso, logo, putz, nem sei.

Meia noite e trinta. Trinta minutos de um novo dia; meus olhos clamam para descansar, minhas mãos seguem a sugestão de minha mente... escrever. Escrever palavras confusas, tortas, interessadas em descobrir coisas novas, esperar o ano acabar para fazer propostas aos meus projetos mais interiores e achar nos ventos, uma novela de final feliz. Lembrei-me do livro o qual estou lendo, “o caçador de pipas”... que me mostrou “não ser verdade o que dizem sobre o passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque de um jeito ou de outro, ele consegue escapar.” É, como se olhássemos a vida por um orifício bem pequeno e se, nunca a vislumbramos fora dele temos convicção de conhecer o mundo. E é o futuro e não o passado que nos fecha dentro dessa cápsula detentora de orifício simples com falsa impressão tridimensional.
Todas as semanas, algumas organizações (famílias, igrejas, corporações, empresas e etc.) se reúnem pelo menos um dia para incentivar a prosperidade do outro e nunca observam a sanidade mental e psíquica de cada um. Os indivíduos se tornaram cheios de suas próprias suficiências e desligados do mundo sentimental; mais vale um homem bem sucedido com um carro zero na garagem da casa própria que o bem sucedido emocionalmente, com mente sã e coração disposto...vivemos a era da ordem no caos. Redundante? Não.
Começo poeticamente e termino poeticamente... porque só a poesia encontra beleza onde não há e coloca esperança onde ela se encerra por si. Há muito mais coisas para se pensar no findar de um dia e início de outro.... os amanheceres têm o poder de renovar as forças. Saudações pt.

Uma missão? Uma confusão? Um terremoto? Um vento? Uma explosão? Um paradoxo? Um jogo? Só sei que as flores me trouxeram dúvidas. Sendo uma delas é que se pode saber como é... só amando pra se saber como é. O elo é a interrogação, a dicotomia entre sentir e não sentir, ou melhor, viver e não viver. Mas se amar é viver, e viver é amar, nada melhor que aprender com as flores, que exalam seu perfume, mostram suas cores e deixam escorrer a essência de dentro pra fora. É o que importa para o beija-flor, o que realmente existe dentro de cada uma.